segunda-feira, outubro 15, 2007

Makukula és um sonho!

Eu não precisava de trazer este assunto ao blog, até porque tenho a certeza que fará correr muitos pixels por esses blogs fora. Faço-o porque me dá um gozo especial, sobretudo porque deve fazer reflectir muitos dos que apoiaram no passado as entrada do Deco e do Pepe.

O Azira Makukula, nesta altura todos vós já sabem, depois de jogar pelos sub-21 quiz jogar pelo Congo (quem quiser pesquise na net onde fica, foi o que eu fiz) e não foi autorizado e bem pela FIFA.

Filipão achou por bem chama-lo aos A´s do Brasil-B e o menino Ariza todo contente disse:
"É um sonho de criança... espero ajudar a nossa selecção".

Vocês é que se puseram a jeito, não fui eu...

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

Soneto para ti

passam-se os kms e os dias
passa o tempo sem descansos,
pelos meus olhos as vidas,
alguns desesperos e prantos.

resta pouco de momentos
que do tempo pouco fazia
mas já na janela agora os ventos
de volta a casa como eu queria.

e amo-te assim perdidamente
em norte a sul deste pergaminho
trazendo o futuro mais presente.

e em nós acreditando sempre
levo o amor por este caminho
fazendo de mim então mais gente.

Saudações Trovadorescas
MCDB

quarta-feira, outubro 10, 2007

Margarina Vaqueiro

Interessante esta nova tendência das grandes marcas se associarem a atletas de alta competição para assim promoverem os seus serviços. Cristiano Ronaldo no BES. Também na banca anda o alpinista João Garcia. Já Nélson Évora (triplo- salto) e Nuno Merino (ginasta) fazem campanha por uma bebida energética.
E lembram-se quando Francis Obikwelu acelerava no serviço 8 mb de internet para ser vencido por uma velhinha?
E a Dora Gomes que fazia a publicidade a tampões OB? É que agora faz à Tampax!
Tudo oportunidades, mas existem falhanços. A Epilady falhou um autêntico Euromilhões ao não aproveitar o antes/ depois do bigode da Fernanda Ribeiro.
E Vanessa Fernandes , a heroína do momento, ainda não foi repescada para o mundo do marketing desportivo. Mas não tarda muito que se veja um filmezinho na TV onde ela, depois de nadar, pedalar e correr cortará a meta e dirá, com aquele sorriso de arame:
"As pessoas perguntam-me como é que eu aguento as virilhas assadas de tanto andar por aí a correr em fato de banho. Respondo-lhes com Margarina Vaqueiro. Os assados saem sempre bem".
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros Mestre.

Simples

Na face, na boca? A insegurança faz-nos duvidar e sentimo-nos mal, ignorando que a outra pessoa também sente algo parecido.

- É aquele ponto no sentido de ritmo e espaço de cada um e há que encontrar o equilíbrio.
Há um ponto que todos vemos que equilibra a balança.
A balança tem um ponto por demais visível, para mim.

-Um beijo no canto da boca é o mais cúmplice e emocional que se pode ter.
Olhos bem fechados e coração bem aberto.

Não a cumplicidade, não o cheiro, não os olhos, lábios, pele, cabelos, voz, gargalhada, sintonia, mas sim esse cantinho de boca que me vai dizer tudo. Pronto e o resto tambêm!



Sempre convosco,


Cabrão de Nafarros Mestre.

No Domingo...


Chove no Domingo e não posso escrever.
Há uma dimensão que não é de ninguém, é só de duas pessoas que não se conhecem de lado nenhum e partilham, comungam algo que nunca será posse do público mas deles.
Remetem-se para essa dimensão quando querem ser autênticos, com erros, e passos em falso que se tornam verdadeiros, tragédias, directas na primeira pessoa, sem sentimento de posse sem nada mas com tudo, com ele e ela e mais nada porque não é uma dimensão tangível pelos outros, só por dois.
Está calor hoje e estou pachorrento. Não sei o que dizer a ninguém e não me apetece cozinhar.
Os estados de espírito teimam em beber vinho tinto e ouvir músicas melancólicas desfiando rosários de verdades incontáveis só confessadas a árvores que assumem "eu gostava de ser esta árvore".
Sim, foi hoje na outra dimensão que tive a certeza.
Sempre assim, deste modo e não noutro,
Cabrão de Nafarros, Mestre.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Contas! Contas! Contas!

Ontem à noite passei na Casa Onde as Galinhas Põe Ovos em Caixa de Madeira de Warre´s LBV 92. Petisquei qualquer coisa, vi a primeira parte do Benfica, saí e voltei no fim do jogo.

A TV tem antena e a antena só apanha quatro canais. Vai longe o mito que corria pela zona que se rodassemos a antena para um certo sítio se apanhava a TVE. Só eu sei as horas que passei a rodar aquela cena que sintoniza os canais com uma faca de cozinha e as vezes em que me deu a sensação que estava a apanhar um canal qualquer…

Percorri esses quatro canais e tinhamos os Gato Fedorento desinspiradíssimos, o Família Superstar e a Fantochada dos Casamanentos na Estação do Sr. É sobre estes dois últimos “programas” que vou falar e, ao fim de três parágrafos, dou ínicio à exposição que me traz aqui.

Mas porque é que de repente se prente classificar como entretenimento ver dançar quem não sabe nem tem jeito, ver cantar quem não sabe nem tem jeito e depois, como se não bastasse, ver essas mesmas pessoas a humilharem-se por video conferência (o meu papá de torres vai adorar esta) com os “amo-te´s muito”.

Se esta moda alastra, qualquer dia veremos: míudos sem jeito a fazer novelas; malta que faz humor com jeito armada em apresentadores sem jeito; clubes de vermelho e àguia ao peito a terem equipas profissionais de futebol…

Enfim, eu gosto é de contas, contas, contas!

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

sexta-feira, setembro 28, 2007

Uma questão de essencial maturidade...

Após alguns comentários que obtive e um breve leitura dos meus artigos mais antigos decidi escrever um artigo sério. Não quero com isto dizer que não estou convortavel com tudo o que já publiquei, nem tão pouco que irei mudar apenas porque senti que as pessoas notavam a minha forma de escrever logo nas primeiras linhas.

Julgo que é útil escrever um texto sério sobre uma matéria séria, sem recorrer às minhas manhas normais, como as piadas entre parêntesis ou as reviravoltas no final do texto. Desde já me comprometo convosco que não irei recorrer aos assuntos normais como a religião, signos, televisão, sexo ou “estudos científicos”. Tão pouco será um relato mais ou menos perceptível de uma vivência minha ou da Irmandade.

Estou confiante que para mim e para vós será um desafio interessante e uma experiência certamente para repetir e será também um marco decisivo na evolução e na maturidade da nossa relação.



Já está. Não custou nada e até correu bem… (não resisti)

Saudações
Cabrão D´AlfamaMestre

quarta-feira, setembro 26, 2007

Guerra e Pás Pás Pás

O bom de enfrentar o mar revolto de uma discussão é sentir de novo os pés em terra, mas não há que apressá-lo.
A discussão é de salutar e deve fazer parte de qualquer relação (ver revista Maria em qualquer edição).
Mas quando a discussão fica a meio o casal fica sem meios para construir uma ponte de entendimento.
E muitas vezes é assim que se inicia a rotura. Mas quando a revelação aparece e o entendimento se atinge o casal acontece. E muitas vezes é assim que se solta a fantasia.
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros Mestre

terça-feira, setembro 25, 2007

Aquela conversinha

Relato verídico de uma vida inteira:

Há cerca de dez anos atrás, num casamento na zona de Portalegre vi uma gaiata que me disse:

“Oh rapazinho, é assim:
Vais dez anos para a engorda, aprendes o que é a vida, fazes o teu cursinho em paz, passas por aquelas fases parvas todas, arranjas um emprego de preferência no estado, compras casa e um carrito a prestações e depois falas comigo.

Aparece no concerto do José Cid. Ou melhor, aparece depois do concerto para eu me poder divertir com as minhas amigas. Espera-me na curva.”

E assim foi e ainda bem.

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

Fugir!!!

A Dra. Maria Helena tem um artigo no sítio do Sapo dedicado à em que aborda a temática dos signos e da paixão: “Como cada signo vive a paixão?”. É um artigo bem estrutura, em que o nome de cada signo está a bold e o resto em letra norma, com um espaçamento entre linhas constante e com uma abordagem científica que permite sintetizar todos os conceitos em três linhas por signo. Dá gosto!

Tal como fiz no passado, vou deixar aqui transcrito o texto referente aos signos de cada Cabrão:

Cabrão da Boina
Os nativos de Carneiro são impetuosos, e possuem um desejo de conquista muito acentuado. Têm um espírito conquistador e preferem relações tórridas, avassaladoras e imprevistas.


Cabrão de Nafarros
Os nativos de Sagitário são bastante dados à aventura e abominam a rotina. São conquistadores alegres e aventureiros. Adoram conhecer pessoas e alargar experiências. Preferem o sexo arrojado, imprevisto e descomprometido, pois prezam a liberdade acima de tudo.

Cabrão D´Alfama e, supostamente, Cabrão Konami
Os nativos de Escorpião são, por natureza, sedutores, adoram atrair a sua presa de forma subtil, enredá-los e deixá-los rendidos aos seus pés. O sexo é essencial para eles, pelo lado metafísico, onde procuram ultrapassar os seus próprios limites.

Yeh yeh yeh! Pelo lado metafísico é que é!


Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

PS: Desde que tenho ajuda com os títulos isto está a correr muito melhor

Até um dia…

Em conversa num almoço de amigos, por coincidência ambos retirados recentemente da competição oficial, discutia-se alguns aparentes desvantagens e inúmeras situações em que já não é correcto participarmos (cada um por si, claro).

Abordamos também um aspecto que, diga-se, acabou por ser o auge da conversa e que no fundo resume todo o conceito:
“ Depois de retirado da competição oficial, o Cabrão vive de rendimentos!!”
Enfim, quem tem estômago para isso…

De qualquer forma, deixo uma mensagem a todos aqueles que não perceberam puto: Não era suposto.

Deixo também uma mensagem a todos aqueles que julgando ter percebido estão a criticar-nos ou a elogiar-nos: Não vão por aí, não é nada disso.

Não podia também deixar de deixar (que é um efeito lindo) uma mensagem muito especial a todos aqueles muitos milhões pelo mundo fora que de facto perceberam: Continuem.

E alguém perguntará:”Mas este blog é apenas uma espécie de masturbatório de uns gajos que escrevem para ninguém perceber? Até quando vão estes tipos por artigos em que se vangloria de merdas que ninguém sabe o que é?”

Até um dia…

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

segunda-feira, setembro 24, 2007

Bola

As transmissões de futebol nos canais portugueses…

Os comentadores nacionais é óbvio que não têm um único pensamento original nas suas cabecinhas. Se me sentasse a ver um jogo da liga portuguesa, com uma garrafa de uísque à minha frente, e se de cada vez que o comentador proferisse uma frase feita bebesse um shot, era garantido que quando o jogo chegasse aos dez minutos do fim já estava a torcer pelo Elétrico.

E nem sou do Elétrico, e o Elétrico nem sequer está a jogar!!!


Pronto, mais um jogo para a malta se embubudar!! E se fosse os comentários do FIFA 2007?

Estavamos lixados!



Sempre convosco,


Cabrão de Nafarros Mestre.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Dói?! Um tapinha não dói!


Ui ui.. a Caixa Geral de Depósitos não deve estar nada contente..
citando:
"eu tava tentando protêgê o minino quaresma di levá um tapa.. então si voçê reage não é di bráços cruzados né?! tâmbém estiquei o braço prá tapeá o jogador! né pronto! normau! simplis!"

enfim..

Imagino que depois de ter investido num dos anúncios mais caros de sempre da história da publicidade em Portugal, a CGD esteja um pouco preocupada com a sua gestão de imagem.. o banco do estado usa como imagem de credibilidade um selecionador nacional, que "tapêia" jogadores porque os milhares de contos que recebe por mês não lhe chegam para saber digerir os insucessos profissionais.. e passar bem por cima disso.
A nike bem se lixou quando o Eric Cantona saltou para o público em vôo.. mas enfim.. toda gente continua a comprar as camisolas do united, e o jogador foi irradiado do que podia ter sido uma carreira brilhante.
É como o outro françês de origem argelina que decidiu ver se a sua careca era tão dura como as costelas do adversário italiano..
enfim..

Saudações
MCDB

A.A

Falar para um grupo de terapia é sempre constrangedor, já se esteve ali sentado a ouvir os outros, já se conhece o molde em que é feito, mas tudo o que se possa dizer parece agora pouco, o que nos levou lá parece insignificante perante as outras vidas.
Ele estava ali em pé parado, silencioso perante um grupo que o olhava ansioso, esperando a relativização dos seus próprios problemas. Se o seu mentor não o tivesse empurrado, nunca teria tido sequer a coragem de tentar.
Sabia que tinha de começar, só que na garganta estava um nó que lhe negava o verbo.Começou por balbuciar imperceptíveis palavras, entre gaguejos e entaramelares, a sua vida foi aparecendo lentamente. O olhar atento dos outros motivou-o a continuar. A sua vida era um caos, nascera debaixo de uma austera educação católica que o levara a tornar-se num menino da Igreja devoto e solidário, uma boa alma virtuosa, incapaz de pecar.
Vivia uma existência crente que lhe criara bloqueios, num mundo agressivo e violento que constantemente o atacava, e ele claro era compelido, pela sua conduta devota, a dar a outra face. O mundo não é piedoso com criaturas assim, e ele era sistematicamente pisado e agredido, de quando em quando a revolta acumulava-se e ele tentava reagir, procurava no seu interior ferido um insulto para proferir, e no fim acabava por, já em atraso, gritar a bom som um raivoso poças, que era o melhor que a sua alma católica permitia. Vivia assim, a levar sem nunca reagir à altura e a ser pisado por todos.
A sua vida sentimental não era melhor, homem de boa aparência, nunca conseguira fazer uma relação ir para a frente, o seu dogma era uma prisão para a sexualidade, e nenhuma relação resiste à ausência total da sexualidade, e o mais próximo que conseguira chegar com uma mulher sem o remorso do pecado fora um ligeiro toque de mão num joelho, enquanto dava um suave beijo sem língua. Mas não admirava, crescera na pureza imaculada, convencido que a masturbação conduzia à Cegueira.
E agora, em idade avançada, já não conseguia sequer encontrar o estimulo que leva ao pensamento pecaminoso. Foi nesse momento, e já sem aguentar mais que o seu mentor se ergueu, e perguntou que raio fazia ele ali? Depois de ser insultado e agredido por vários alcoólicos em recuperação, que pensavam que ele estava a fazer pouco deles, acabou por perceber que recorrera ao grupo de terapia errado, confundira, graças à sua dislexia aquele grupo de Alcoólicos Anónimos com um grupo de de terapia para Acólitos Anónimos.
Então já bastante esmurrado e humilhado, conseguiu ainda pedir perdão pelo seu erro, agradeceu humildemente o tempo que havia roubado aquele grupo e saiu. Cá fora naquela raiva incontida gritou pela primeira vez um conjunto de impropérios, “-Bolas, póçoilas e Caraças!”.
A terapia estava a fazer-lhe bem!
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros Mestre

Lo Insulto!

Poucas coisas são gratificantemente libertadoras como um bom insulto aplicado no momento certo. Tem o efeito de uma ventania forte num dia nublado: deixa-nos o céu azul e solarengo. Limpa-nos a alma.
Não falo do insulto fácil, que não requer grande esforço dada a sua aplicação despersonalizada a qualquer pessoa ou situação. O insulto fácil é uma coisinha processada que sabe à mesma coisa em qualquer parte do mundo: um BigMac da retórica.
Agora um insulto personalizado e meticulosa ou inspiradamente aplicado é uma forma visceral de arte. Perpetuável no tempo, sem outra aplicação que não seja a original, que o viu nascer.


Sempre convosco,



Cabrão de Nafarros Mestre