quarta-feira, dezembro 13, 2006

A história do amigo do meu amigo

Um amigo meu tem um amigo que tem um blog com uns amigos. É um blog para o engraçado, embora os gajos às vezes se armem em engraçadinhos.

Um dia um amigo do amigo do meu amigo, que também escreve nesse dito blog, escreveu um texto que foi comentadíssimo, sobretudo por os leitores desse blog do amigo de um amigo meu o terem criticado.

Disseram que ele era multicêntrico e introvertido e que tinha problemas de erecção. Da minha parte, não sei se o mais chato foi dizerem se foi não se identificarem… (na minha óptica aparecer um nome sem hipótese de as pessoas saberem que são os comentadores é não se identificarem, seja esse nome Alberto Cardoso ou Anonymous)

Uns dias depois outro amigo desse amigo do meu amigo também escreveu no blog. O curioso é que apareceu a mesma pessoa a criticar esse amigo do amigo de um amigo meu: o Anonymous. E ainda nos atirou areia para a cara dizendo que tinha havido quem criticasse o da Boina, quando foi ele mesmo, leia-se, o Anonymous que o criticou.

Na minha modesta opinião, há duas coisas que são fundamentais neste blog:
- A liberdade de expressão;
- A diversidade da liberdade expressão.
Em português: escrevam o que vos apetece e comentem o que vos apetece.

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Malandrice

9 : 45 11/12/2006

Citação de duas colegas de curso:

"Eu bem lhe digo que isto tem que parar, mas, já sabes, ele descose-me completamente"


Deixo a vossas excelentissimas a interpretação.


Cumprimentos natalicios,


Cabrão de Nafarros, Mestre.

Passará num mail perto de vós

Finalmente alguém se deu ao trabaho de enviar um mail em cadeia decente...

"
Quero agradecer a todos os meus amigos e família que me reencaminharam e-mails em cadeia durante este ano de 2006.

Graças à vossa bondade:
Parei de beber Coca-Cola desde que descobri que serve para retirar manchas da sanita. Também parei de beber a partir da lata, com medo de ficar doente das fezes e urina de rato. Parei de ir ao cinema, com medo de me sentar numa agulha infectada com SIDA. Cheiro a refogado, desde que parei de usar desodorizantes porque causam cancro. Não deixo o meu carro em parques de estacionamento nem em qualquer outro sítio, com medo de alguém me drogar com uma amostra de perfume e tentar assaltar-me. Também deixei de atender o telefone, com medo de me pedirem para marcar um número estúpido e receber uma conta de telefone infernal com chamadas para o Uganda, Singapura e Tóquio. Quando vou a festas, não olho para nenhuma mulher, por mais gira que seja, com medo que ela me leve para um hotel, me drogue e me retire os rins para vender no mercado negro. Também doei todas as minhas poupanças à conta da Amy Bruce, uma menina doente que estava a morrer no hospital... aproximadamente 7.000 vezes. (É engraçado, essa menina, tem 8 anos desde 1993...) O meu telemóvel Nokia grátis nunca chegou, nem as passagens que tinha ganho para umas férias pagas na Disneyland.


NOTA IMPORTANTE:
Se não enviares este e-mail a pelo menos 1200 pessoas, nos próximos 10 segundos, um pássaro vai cagar na tua cabeça, amanhã às 17:30.
"

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

terça-feira, dezembro 05, 2006

Ressalva em modo de resposta a reclamação do tipo restauração colectiva... lol

Caro leitor,

a sua reclamação, mereceu a nossa melhor atenção!
Desta forma iremos proceder urgentemente à reparação do dano que vos terá sido causado.
Permitiria-me apenas ressalvar o seguinte:

a) apesar de percorridos mais de 10 sites de music codes, não conseguimos encontrar a música tradicional da Irmandade -"passo doble"

b) ao contrário do que certos e determinados personagens que integram 2/3 da Santíssima dizem, este espaço é público mas não restrito, logo dando a hipótese de que quaisquer que sejam os comentários editados, sejam dignos do direito de ser respeitados e logo por isso não censurados

c) qualquer membro do blog, reserva-se no direito de basicamente escrever neste diário, e editar, todo e qualquer material relacionado ou não com a Irmandade de forma que o resultado seja exactamente aquilo que não se pretende para este blog, isto é: uma linha directiva, um objectivo, um conceito, ou qualquer tipo de estrutura que atente contra a liberdade criativa e o princípio básico da vivência de Cabrão -> 'a imprevisibilidade que a todos nós os 4 nos equilibra e fascina'

concluindo assim,

para mais e qualquer esclarecimento, por favor consultar os estatutos da Irmandade.. ops.. alguém se esqueceu de acabar o trabalho que começou.. por isso não em meu nome mas da Irmandade, desconsiderem como link para videos.. aquilo que na realidade vos dirige para os estatutos..

sem mais assunto de momento,
com os melhores cumprimentos

Saudações
Santíssima Trindade

cavalo À solta

"minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve,
breve instante da loucura..
minha ousadia,
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.."

Obrigado Jose Carlos Ary dos Santos, por nos demonstrares subtilmente o valor das palavras, num tempo em que a sensura era desde o amargo na boca, à dor que consumira até aos ossos, os que não andaram a dormir durante esse tempo.
Que a minha pena e o coração me leve onde quiserem, pois no saber de certas certezas, está a riqueza do meu ser. E como menino que ouve os "pais" a ralhar, cala-se e sonha.. senta-se e sente.. chora e escreve.. mais uma vez.. porque é o momento que parte de dentro que eleva a felicidade.. que constrói o ego, que que nos forma e educa. Não as formas exteriores.. essas esculpidas pelos outros, em nada nos fazem arte.

Saudações pela Novena que decorre
CDB
Mestre

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Um interrogatório demente

Enquanto esperava pelo início das aulas hoje um pseudo colega ressabiado fez-ce um interrogatório demente.
Perante a proximidade a uma lésbica daquelas mais másculas que o maior macho, as perguntas foram as seguintes:
Preferias comer aquela gaja ou um gajo?
Preferias comer aquela gaja ou um gajo que tivesse virado gaja depois de uma operação? Preferias comer aquela gaja ou um ser todo feminino, com mamas e um bom cu, mas com "piroca"?
Acho que nenhuma! Já no caminho para casa, novo interrogatório.
Preferias ir ao cu a um gajo ou que o gajo te fosse ao cu a ti? Era igualmente mau, retorqui.
Já em casa, sozinho, continuei a reflexão.
Passei do sexo puro para um pensamento mais sentimental e perguntei-me: Se tivesse que ser trocado pela minha companheira, preferiria ser trocado por um gajo ou por uma gaja? Concluí que se fosse trocado por um gajo isso significaria que eu seria um falhado que perdia para o outro, que até podia nem ser melhor do que eu, mas era capaz de criar essa ilusão.
Se fosse trocado por uma mulher, havia duas conclusões plausíveis: seria eu um gajo tão incompetente nas minhas funções masculinas que fiz uma mulher descrer nos homens e virar lésbica ou, pelo contrário, seria o homem perfeito, de tal modo que a cachopa pensou: «Se nem com um homem destes deu certo, é porque sou mesmo lésbica».
Acredito nesta segunda hipótese, pelo que preferia ser trocado por uma gaja.Indo mais longe e pensando num exemplo mais concreto. Se eu chegasse a casa e visse a minha carissima na cama com outro gajo, dava-lhes um tiro a cada um, ou simplesmente pedia gentilmente que fossem acabar na puta que os pariu!
Se a visse na cama com uma mulher, dava-lhes uma foda às duas (nem que fosse preciso ameaçá-las com a pistola para que aceitassem). Definitivamente, a ser encornado, que seja por uma relação lésbica!
Desculpe os termos,
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros Mestre.

Cada um tem o Kennedy que merece!

Fala-se por estes dias que o caso Camarate vai, finalmente, a julgamento. Quanto a mim é um erro! É dos poucos momentos da nossa história em que fomos, de facto, desenvolvidos.

Portugal precisa do seu Kennedy. Quando se descobrir que, tal como é do conhecimento geral, que Sá Carneiro e Amaro da Costa foram vítimas de atentados, o país perde um mito.

Acreditem! No momento em que se provar de facto, que ouve uma bomba, feita pelo Sr. A, a mando do Sr. B, que fez rebentar o avião tudo deixa de fazer sentido. O próprio Santana Lopes deixará de falar no PPD PSD de Sá Carneiro.

Deixo dois ou três exemplos históricos:

- Um boa fatia da juventude usa t-shirts com a imagem de Che Gevara. Se o sr. Che tivesse morrigo de gripe ou de sifilis ninguém as usaria. Ou se todos soubessem, tal como sabem, que foi o Fidel que o arrumou...

- O Doors só são bons porque o Jim Morrinson morreu de overdose. Ou acham que eles continuariam a fazer aquela música, impossível de ouvir mais de um minuto seguida, durante uma carreira de 30 anos e as pessoas continuariam a comprar?

O próprio Sá Carneiro, se continuasse a governar, não era mais que o Cavaco...

Deixem-nos por favor sonhar que um dia tivemos um primeiro-ministro competente e morreu misteriosamente tipo Kennedy ou Rabin... é um cheirinho de país desenvolvido.

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

Continuar a correr

Há quem os esconda e há quem não tenha qualquer problema em enfrentá-los.
O medo espreita a cada esquina, por cima do nosso ombro, por vezes é tão subtil que nem damos por ele, mas ele está lá, acreditem que ele está quase sempre lá. A cada passo importante que damos, em cada decisão crucial que tomamos se espreitarmos bem pelo canto do nosso olho vamos poder vê-lo lá a acenar-nos como que a dizer “Não te esqueças, eu estou aqui”.
Por vezes é muito difícil enfrentar os nossos medos, alguns demoramos mesmo uma vida inteira e acabamos até por não os conseguir superar.
Mas apesar de sabermos que o medo é uma constante da vida, não podemos viver na sua sombra, não podemos estar sempre a tentar escondermo-nos dele, assim a vida deixaria de fazer sentido, deixaria de ser realmente vivida… a esperança tem de ser mais forte, viver um dia de cada vez, lutar pela nossa felicidade até já não termos mais forças, corrermos até cair, e mesmo quando estivermos no chão, com as forças que nos restam, vamos continuar a espernear até aparecer alguém que nos dê a mão e que nos consiga levantar de novo para podermos continuar a correr.
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.

sábado, dezembro 02, 2006

Queria partilhar...

São duas das minhas melhores noites do ano, por isso, e porque são 2 grupos muito especiais, aqui fica um pouco do que se passou em registo fotográfico..

Aniversário Mafalda:


Os Viciados do Plateau..




PS: um grande bem haja ao mano Pipo que é um fixe! mais as amigas que têm medo de andar de carro..

Saudações Cintias
MCDB

sexta-feira, dezembro 01, 2006

As "línguas" e a Globalização

O ratinho estava na toca, encurralado pelo gato, que, do lado de fora,
>miava:
>- MIAU, MIAU, MIAU.
>
>O tempo passava e ele ouvia:
>- MIAU, MIAU, MIAU.
>
>Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu:
>- AU! AU! AU!
>
>Então deduziu: Se há cão lá fora, o gato foi embora. Saiu disparado em busca de comida. Nem saiu bem
>da toca o gato NHAC!
>
>Inconformado, já na boca do gato perguntou:
>- Porra gato! Que m@rda é esta?
>
>E o gato respondeu:
>- Meu filho, neste mundo globalizado de hoje, quem não fala pelo menos dois idiomas morre à fome!

PS: obrigado Bigas por me ensinares estas coisas! grande beij

quinta-feira, novembro 30, 2006

Os 3 ratinhos

poderia até ser uma história de encantar crianças, do género Bernardo & Bianca.. (para quem tem filhos ou afilhados sabe perfeitamente a que me refiro), mas não..

esta é a história do Sandrinho, Edivaldo, e Iranildo... os 3 ratinhos que eu adoptei. (repararam nos nomes brazileiros?)
vieram para as minhas mãos pequeninos pequeninos.. e sem saber quando os iria devolver, cuidei deles.. cada um na sua caixinha, tem andando comigo para todo o lado.
de vez em quando dou-lhes uns momentos de liberdade e tiro-os para fora. alimento-os com a esperança de os ver crescer e de os devolver à dona. que por sua vez os irá separar.. e oferecer..
mostro-os aos amigos com orgulho, e digo:"vês como eles são tão bonitos?!"- e logo todos me pedem para ficar com um deles.. ao que eu digo eles têm dona.. não posso..
talvez ela até me deixe ficar com um..
no outro dia o Iranildo começou a tossir.. fui logo ver o que era.. e descobri que estavam todos azuis.. corri a resolver o problema não fossem ficar com doenças de respiração para o resto da vida, e logo tudo se resolver pelo melhor.
ahhh... que bonito é vê-los todos os dias.
vou sentir falta deles. e da dona..

Saudações Helvet Packardianas
Cabrão da Boina
Mestre

terça-feira, novembro 28, 2006

Wikipedia



A nossa estação de alta velocidade dos comboios Alfa Pendular... a 100km/h...

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

segunda-feira, novembro 27, 2006

Resumindo...

A verdade é que nos dias que correm só há uma coisa que me deixa verdadeiramente fodido. Ouvi dizer que andam por aí uns idiotas a tentar roubar-me o sujeito, o predicado e o complemento directo. E como se isso ainda não bastasse, também querem mudar o nome ao meu rico, e mesmo muito querido, aposto. Resumindo: estou indignado!
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.

Insónias

Pela noite dentro, e porque a vida está difícil, as televisões fazem saldos, o que torna o espaço publicitário acessível a uma colorida variedade de personagens.
Retive um, o "vidente António Monteiro, especialista em produtos naturais". Filmado à beira-mar, olhos no infinito e colarinhos espraiados à largura dos ombros, o homem era, em si, um tratado. Mas fixei-me mais no conteúdo: "vidente especialista em produtos naturais" representa eclectismo, ou o homem é apenas um comerciante de cogumelos silvestres?

Era isto ou era o ralador de carne que tira ossos as cenouras e no entretanto ficamos um six pack que depois passa a truck tyre!


Sempre convosco,


Cabrão de Nafarros, Mestre.

O meu primeiro texto sobre o país dos escudos e não só!

O país anda, mesmo que em segredo - sempre há pudor das classes pensantes em manifestar adesão a estas coisas da populaça -, empenhado na reflexão sobre a identidade nacional, absorvido na procura de alguém que a corporize ou tenha corporizado, na demanda desse símbolo último, porque de carne e osso, do pátrio orgulho que estende bandeiras nas fachadas e põe as almas a marchar contra os canhões.

Ao contrário de outros patriotismos que se projectam no futuro, o português tem o passado como horizonte. Urge, pois, fazer a transição. Impõe-se, porém, alguma cautela. Movimentos bruscos podem deitar tudo a perder, aconselha a prudência que nos identifiquemos com o presente antes de ousarmos o porvir.

Temos, assim, um país onde, cada vez mais, prolifera essa ideia liberal de que a felicidade geral resultará do livre exercício de todos os egoísmos, de que o mercado vale mais do que o Estado, de que a cultura é válida enquanto actividade lucrativa.

Temos a Floribella, os Morangos com Açúcar, os programas matinais das televisões. Temos muitos leitores de Paulo Coelho e de Margarida Rebelo Pinto, temos galos de Barcelos, Alberto João Jardim, Filipe La Féria. Temos o teatro de revista, pois, a gargalhada pronta quando alguém diz "merda" ou quando solta ruídos corporais, traques, arrotos ou postas de pescada. Temos o Interior que definha, enterrado desde sempre pela sobranceria litoral, mais enterrado ainda na hora em que os agentes financeiros de antanho assim decidiram, como quando os banqueiros de oitocentos cobravam juros de vinte por cento no país profundo, contra os meros cinco por cento com que ajudavam ao desenvolvimento das urbes costeiras.

Temos coiratos, torresmos e cervejas mini. Caracóis e moelas e pipis. Temos jornais gratuitos que satisfazem a maioria e jornais pagos que desiludem a minoria.

Temos toiros. Temos praças de toiros, forcados, campinos, monárquicos de bigode farfalhudo em torno das arenas.

Temos ignorância para dar e vender, boçalidade para encher mil covas da Iria.

Temos Fátima e fado, pois claro.

E gente que prefere ir à bola a ter comida no prato. Temos dormência nas cabeças e pujança nos punhos. Temos pessoas que cospem no chão coberto de bosta de cão. Somos nação! Temos centros comerciais, cada vez mais. E cidades que caem, património à mercê da erosão, mais em conta do que a implosão. Temos vaidades fúteis que se mostram, talentos que se escondem com vergonha. Temos estupidez plastificada, porque não há estupidez no que é genuíno.

Temos calhaus com dois olhos, quatro olhos cinco seis sete mil olhos. Que falam. E opinam. E tentam ironizar. Sobre tudo e contra todos, porque assim chegamos à tal ideia de que os egoísmos se equilibram, de que a mão invisível nos conduzirá à felicidade terrena, sem que um qualquer estado tiranizante tenha de contribuir para isso.

Portanto, solenemente, proponho, aqui e agora, que esqueçam tudo o que escrevi e me mandem á merda!



Sempre convosco,

Cabrão de Nafarros, Mestre.