segunda-feira, dezembro 04, 2006

Cada um tem o Kennedy que merece!

Fala-se por estes dias que o caso Camarate vai, finalmente, a julgamento. Quanto a mim é um erro! É dos poucos momentos da nossa história em que fomos, de facto, desenvolvidos.

Portugal precisa do seu Kennedy. Quando se descobrir que, tal como é do conhecimento geral, que Sá Carneiro e Amaro da Costa foram vítimas de atentados, o país perde um mito.

Acreditem! No momento em que se provar de facto, que ouve uma bomba, feita pelo Sr. A, a mando do Sr. B, que fez rebentar o avião tudo deixa de fazer sentido. O próprio Santana Lopes deixará de falar no PPD PSD de Sá Carneiro.

Deixo dois ou três exemplos históricos:

- Um boa fatia da juventude usa t-shirts com a imagem de Che Gevara. Se o sr. Che tivesse morrigo de gripe ou de sifilis ninguém as usaria. Ou se todos soubessem, tal como sabem, que foi o Fidel que o arrumou...

- O Doors só são bons porque o Jim Morrinson morreu de overdose. Ou acham que eles continuariam a fazer aquela música, impossível de ouvir mais de um minuto seguida, durante uma carreira de 30 anos e as pessoas continuariam a comprar?

O próprio Sá Carneiro, se continuasse a governar, não era mais que o Cavaco...

Deixem-nos por favor sonhar que um dia tivemos um primeiro-ministro competente e morreu misteriosamente tipo Kennedy ou Rabin... é um cheirinho de país desenvolvido.

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

Continuar a correr

Há quem os esconda e há quem não tenha qualquer problema em enfrentá-los.
O medo espreita a cada esquina, por cima do nosso ombro, por vezes é tão subtil que nem damos por ele, mas ele está lá, acreditem que ele está quase sempre lá. A cada passo importante que damos, em cada decisão crucial que tomamos se espreitarmos bem pelo canto do nosso olho vamos poder vê-lo lá a acenar-nos como que a dizer “Não te esqueças, eu estou aqui”.
Por vezes é muito difícil enfrentar os nossos medos, alguns demoramos mesmo uma vida inteira e acabamos até por não os conseguir superar.
Mas apesar de sabermos que o medo é uma constante da vida, não podemos viver na sua sombra, não podemos estar sempre a tentar escondermo-nos dele, assim a vida deixaria de fazer sentido, deixaria de ser realmente vivida… a esperança tem de ser mais forte, viver um dia de cada vez, lutar pela nossa felicidade até já não termos mais forças, corrermos até cair, e mesmo quando estivermos no chão, com as forças que nos restam, vamos continuar a espernear até aparecer alguém que nos dê a mão e que nos consiga levantar de novo para podermos continuar a correr.
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.

sábado, dezembro 02, 2006

Queria partilhar...

São duas das minhas melhores noites do ano, por isso, e porque são 2 grupos muito especiais, aqui fica um pouco do que se passou em registo fotográfico..

Aniversário Mafalda:


Os Viciados do Plateau..




PS: um grande bem haja ao mano Pipo que é um fixe! mais as amigas que têm medo de andar de carro..

Saudações Cintias
MCDB

sexta-feira, dezembro 01, 2006

As "línguas" e a Globalização

O ratinho estava na toca, encurralado pelo gato, que, do lado de fora,
>miava:
>- MIAU, MIAU, MIAU.
>
>O tempo passava e ele ouvia:
>- MIAU, MIAU, MIAU.
>
>Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu:
>- AU! AU! AU!
>
>Então deduziu: Se há cão lá fora, o gato foi embora. Saiu disparado em busca de comida. Nem saiu bem
>da toca o gato NHAC!
>
>Inconformado, já na boca do gato perguntou:
>- Porra gato! Que m@rda é esta?
>
>E o gato respondeu:
>- Meu filho, neste mundo globalizado de hoje, quem não fala pelo menos dois idiomas morre à fome!

PS: obrigado Bigas por me ensinares estas coisas! grande beij

quinta-feira, novembro 30, 2006

Os 3 ratinhos

poderia até ser uma história de encantar crianças, do género Bernardo & Bianca.. (para quem tem filhos ou afilhados sabe perfeitamente a que me refiro), mas não..

esta é a história do Sandrinho, Edivaldo, e Iranildo... os 3 ratinhos que eu adoptei. (repararam nos nomes brazileiros?)
vieram para as minhas mãos pequeninos pequeninos.. e sem saber quando os iria devolver, cuidei deles.. cada um na sua caixinha, tem andando comigo para todo o lado.
de vez em quando dou-lhes uns momentos de liberdade e tiro-os para fora. alimento-os com a esperança de os ver crescer e de os devolver à dona. que por sua vez os irá separar.. e oferecer..
mostro-os aos amigos com orgulho, e digo:"vês como eles são tão bonitos?!"- e logo todos me pedem para ficar com um deles.. ao que eu digo eles têm dona.. não posso..
talvez ela até me deixe ficar com um..
no outro dia o Iranildo começou a tossir.. fui logo ver o que era.. e descobri que estavam todos azuis.. corri a resolver o problema não fossem ficar com doenças de respiração para o resto da vida, e logo tudo se resolver pelo melhor.
ahhh... que bonito é vê-los todos os dias.
vou sentir falta deles. e da dona..

Saudações Helvet Packardianas
Cabrão da Boina
Mestre

terça-feira, novembro 28, 2006

Wikipedia



A nossa estação de alta velocidade dos comboios Alfa Pendular... a 100km/h...

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

segunda-feira, novembro 27, 2006

Resumindo...

A verdade é que nos dias que correm só há uma coisa que me deixa verdadeiramente fodido. Ouvi dizer que andam por aí uns idiotas a tentar roubar-me o sujeito, o predicado e o complemento directo. E como se isso ainda não bastasse, também querem mudar o nome ao meu rico, e mesmo muito querido, aposto. Resumindo: estou indignado!
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.

Insónias

Pela noite dentro, e porque a vida está difícil, as televisões fazem saldos, o que torna o espaço publicitário acessível a uma colorida variedade de personagens.
Retive um, o "vidente António Monteiro, especialista em produtos naturais". Filmado à beira-mar, olhos no infinito e colarinhos espraiados à largura dos ombros, o homem era, em si, um tratado. Mas fixei-me mais no conteúdo: "vidente especialista em produtos naturais" representa eclectismo, ou o homem é apenas um comerciante de cogumelos silvestres?

Era isto ou era o ralador de carne que tira ossos as cenouras e no entretanto ficamos um six pack que depois passa a truck tyre!


Sempre convosco,


Cabrão de Nafarros, Mestre.

O meu primeiro texto sobre o país dos escudos e não só!

O país anda, mesmo que em segredo - sempre há pudor das classes pensantes em manifestar adesão a estas coisas da populaça -, empenhado na reflexão sobre a identidade nacional, absorvido na procura de alguém que a corporize ou tenha corporizado, na demanda desse símbolo último, porque de carne e osso, do pátrio orgulho que estende bandeiras nas fachadas e põe as almas a marchar contra os canhões.

Ao contrário de outros patriotismos que se projectam no futuro, o português tem o passado como horizonte. Urge, pois, fazer a transição. Impõe-se, porém, alguma cautela. Movimentos bruscos podem deitar tudo a perder, aconselha a prudência que nos identifiquemos com o presente antes de ousarmos o porvir.

Temos, assim, um país onde, cada vez mais, prolifera essa ideia liberal de que a felicidade geral resultará do livre exercício de todos os egoísmos, de que o mercado vale mais do que o Estado, de que a cultura é válida enquanto actividade lucrativa.

Temos a Floribella, os Morangos com Açúcar, os programas matinais das televisões. Temos muitos leitores de Paulo Coelho e de Margarida Rebelo Pinto, temos galos de Barcelos, Alberto João Jardim, Filipe La Féria. Temos o teatro de revista, pois, a gargalhada pronta quando alguém diz "merda" ou quando solta ruídos corporais, traques, arrotos ou postas de pescada. Temos o Interior que definha, enterrado desde sempre pela sobranceria litoral, mais enterrado ainda na hora em que os agentes financeiros de antanho assim decidiram, como quando os banqueiros de oitocentos cobravam juros de vinte por cento no país profundo, contra os meros cinco por cento com que ajudavam ao desenvolvimento das urbes costeiras.

Temos coiratos, torresmos e cervejas mini. Caracóis e moelas e pipis. Temos jornais gratuitos que satisfazem a maioria e jornais pagos que desiludem a minoria.

Temos toiros. Temos praças de toiros, forcados, campinos, monárquicos de bigode farfalhudo em torno das arenas.

Temos ignorância para dar e vender, boçalidade para encher mil covas da Iria.

Temos Fátima e fado, pois claro.

E gente que prefere ir à bola a ter comida no prato. Temos dormência nas cabeças e pujança nos punhos. Temos pessoas que cospem no chão coberto de bosta de cão. Somos nação! Temos centros comerciais, cada vez mais. E cidades que caem, património à mercê da erosão, mais em conta do que a implosão. Temos vaidades fúteis que se mostram, talentos que se escondem com vergonha. Temos estupidez plastificada, porque não há estupidez no que é genuíno.

Temos calhaus com dois olhos, quatro olhos cinco seis sete mil olhos. Que falam. E opinam. E tentam ironizar. Sobre tudo e contra todos, porque assim chegamos à tal ideia de que os egoísmos se equilibram, de que a mão invisível nos conduzirá à felicidade terrena, sem que um qualquer estado tiranizante tenha de contribuir para isso.

Portanto, solenemente, proponho, aqui e agora, que esqueçam tudo o que escrevi e me mandem á merda!



Sempre convosco,

Cabrão de Nafarros, Mestre.

há quem assine posts assim

sempre convosco...
:)

estamos sempre convosco
estamos sempre convosco
estamos sempre convosco
não vos deixaremos mais..
e força Spoorting allez
e força Spoorting allez
e força Spoorting allez
e força Spoorting allez allez..

eu assino:

Saudações Leoninas !
MCDB

PS: desculpa qq coisinha.. Mestre Nafarros.. lol

sábado, novembro 25, 2006

interrupção voluntária

as coisas que eu acho q consigo interromper voluntariamente:
a descarga do autoclismo
o correr desalmadamente para um poço
o apanhar de uma onda de 4,5 metros
o seguir pela portagem em vez da via verde
a vontade de descompor alguém
o dizer mal do benfica
o fazer um download
o deixar queimar uma torrada
o acrescentar de água ao whisky
uma jogada atacante em fut 7
...
IVDG não é nenhum instituto vitivinícola de Gaia.. é algo como interrupção voluntária da gravidez... coisa tal que nem existe.. passo a explicar pela definição de interrupção:

interrupção - Lat. interruptione
s. f.,
suspensão;
acto ou efeito de interromper;
intermissão;
reticência.
interromper - do Lat. interrumpere
v. tr.,
suspender;
atalhar;
fazer parar por algum tempo;
estorvar;
obstar a.

segundo as definições de interrupção e de interromper.. percebo que claramente está mal aplicado o termo ao terminus voluntário da gravidez. Parece-me óbvio que não conseguimos fazer parar por algum tempo a mesma.. Daí que estejamos a discutir polémicamente algo que nem possível é.. mas adiante.
Não querendo influenciar as consciências de ninguém, convém ter presente que a opção de ser determinantemente contra ou a favor deste problema, não o resolve de todo.
De qualquer forma.. se perdi tempo a escrever este artigo, foi porque queria deixar a minha opinião.
Para mim o aborto é como outro crime qualquer.
E a lei, ao contrário do que se pratica em Barrancos (p ex.) é para se cumprir. Foi por isso que fizémos uma constituição.
De qualquer forma, é preciso ter consciência de que despenalizar algo como a morte de um embrião ou feto, é um acto que pura contra-natura. Chegámos a um ponto que qualquer dia, e por se tornar frequente as agressões no trânsito (p ex.) vamos lá embora despenalizar só essas agressões. Porque faz parte da vida..E porque sem elas a malta fica com recalcamentos.. e não vamos querer isso pois não?!
A opção de não engravidar passa por ter consciência e informação sobre o assunto. Mas a partir do momento em que isso acontece, não pode caber qualquer direito a uma legislação de um país, a uma constituição, a uma bandeira.. seja ao que for.. o direito de atentar contra a própria vida.
Muito menos a desculpabilização do acto inpensado ou irresponsável. Porque o filho é filho de Deus em primeiro lugar. Filho de uma humanidade. Ser, vida, desprotegido e sem opção de demonstrar o seu direito de opção sobre a própria vida.
Deve ser consciência que o bebé seja qual for a sua idade uterina, luta até à morte para sobreviver. Desde célula Zigoto até que nasce.
Dou-vos só mais um exemplo: os meninos do rio.
Os meninos do rio de Janeiro são indesejados. São meninos condenados a uma vida de prostituição e crimes violentos para sobreviver desde pequeninos. A lei brasileira não permite, mas todos sabemos que a polícia sempre que pode assasina uns quantos. Aproveitando para não deixar crescer um mal desnecessário à sociedade.
Temos qualquer direito sobre estes meninos de não os fazer nascer? Ou de os assassinar na adolescência?

quando forem referendar, pensem 2 vezes no que estão a fazer.
eu por mim.. referendar a morte.. é o princípio do fim de certos e determinados valores morais, cívicos, sociais, que os Políticos deviam ter obrigação de manter.
Assumir uma gravidez inesperada, faz parte do processo de ganhar responsabilidade e consciência sobre o acto inpensado cometido. Não existem mães que não tenham aprendido com essa experiência, ganho consciência e maturidade. Trata-se de assumir os actos que cometemos.
Valores não contornáveis por projectos de vida profissionais, pessoais, afectivos, não comparáveis ao devido valor da vida de um bébé. Ainda que indesejado.

As que abortam... pela repetição desses hábitos de desresponsabilização.. nunca vão dar o devido valor.
Nunca vão aprender.

Cabrão da Boina
Mestre

quarta-feira, novembro 22, 2006

Falta de coordenação

(andava a matutar nisto e agora que o Nafarros começou aproveito…)

Exite um falta de coordenação absoluta entre Deus nosso Senhor e o Homem. Não sei o que nos terá sido transmitido no paraíso, nem tão pouco se tinha mais árvores que o Alentejo, mas que a mensagem não passou tenho a certeza.

Nem vou comentar a atitude radical de Nosso Senhor por causa de 10 cêntimos de maça, muito menos o facto de ter safo o Noé do dilúvio, falo apenas das divergências evidentes dos nossos dias.

Por exemplo, o dedo mindinho! Para que serve?

Se é verdade que, com a unha desenvolvida, dá para coçar um conjunto de orifícios, se é verdade que quem toca guitarra precisa dele para fazer alguns acordes, a verdade é que, tirando isso… nada. A mão funciona sobretudo como pinça e, portanto, sería muito mais útil termos dois polegares.

Reparem que o homem, no seu processo criativo, atribui a todos os desenhos animadosapenas quatro dedos. Na minha opinião muito bem!

O problema nem é tanto termos um dedo inútil, é, sobretudo, o receio que tenho de estarmos a descuidar uma utilidade extrordinária. É que o apêndice sempre serve para alguns terem um dia de baixa e, por via da sua inutilidade, para catalogar alguns “mais que tudo” de amigas nossas.

Podiamos iniciar a moda: “Olha, lá vem a Carla com o seu mindinho!” mas não era a mesma coisa.

Depois continuo, a cachopa está deitada de casaco porque tem frio…

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

Cosmopolita

" Há cabrões que são cabrões
há cabrões que o não são
há cabrões sem terem dono
há cabrões de um cabrão "
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.

Este pequeno-almoço estava óptimo, jantamos logo à noite?!

Acho que tenho razão naquilo que vou dizer: as relações crescem e complexam-se com a variação gastronómica e social.
Quando estamos com um grupo de amigos e conhecemos uma pessoa que é amiga do amigo, que tem uma conversa engraçada, culta, com sentido de humor, que fazer para privar com ela?!
Convida-se para um café!
Podemos até nem tomar café mas convidamos sempre para um café. O povo português é muito adepto das relações sociais acompanhadas com café. Fecham-se negócios, marcam-se encontros, encontros de amigos, e o começo dos engates.
Quem é que nunca sentiu as cotoveladas e olhares cúmplices dos amigos quando se diz “Vou tomar café com uma cachopa”?
Ir tomar café com alguém do sexo oposto implica que a relação está a evoluir. Um café a dois permite aquelas conversas de reconhecimento, é uma prospecção de terreno. Fala-se de tudo e mais alguma coisa, tiram-se nabos da púcara, provoca-se, enfim é o aperitivo óptimo. Aprofunda-se o conhecimento e recolhem-se pistas para o passo que se vai dar a seguir.
Tomar café não demora o tempo de engolir a pequena quantidade de líquido que repousa no fundo da chávena, é bem mais que isso. Pode ser doce ou amargo, escuro e forte ou macio e descafeínado, mas é sempre uma boa opção. Se estiver a correr bem pede-se outra coisa e marca-se outro.
A correr mal desmarca-se e parte-se para outra coisa com a desculpa:-Tenho mesmo que ir embora, tenho o meu voluntariado na Eurest, depois eu ligo-te.- Mas são três da tarde!- É que… sabes lá começámos cedo, até nos chamam os Madrugas do Rissol.
Devaneios à parte, quando corre bem, corre mesmo bem.Alguns cafés depois, estamos prontos para o passo seguinte, o jantar. Convida-se a pessoa quando já recolhemos informações suficientes para saber que o jantar não vai ser embaraçoso. É necessário um grau de intimidade grande para avançar para este nível.Dentro ou fora de casa, com mais ou menos elaboração, um jantar implica uma série de condicionantes.
Um homem deve saber que vinho escolher, é uma das regras universais do engate e acreditem que as mulheres incham de orgulho por saber que o homem que as acompanha sabe do que fala. Uma mulher deve ser delicada e saber ser servida, faz parte das convenções sociais, mas é giro.
Ver o companheiro a pegar nos talheres e nos copos certos é bom mas se falhar não é grave. Grave é ver a nossa companhia a meter a cabeça quase dentro do prato ou a sorver sopa ruidosamente. Isto é capaz de destruir o trabalho que tivemos com uma série de cafés de reconhecimento.
Como defende um amigo “Nós somos aquilo que comemos”, por isso há que ter cuidado ao escolher a comida. E se queremos causar boa impressão não devemos pedir coisas que sejam difíceis de comer, como marisco que tenha que ser partido, geralmente dá mau resultado.Pede aperitivo, digestivo, fuma, quanto fuma, como fuma... qual a relação que mantêm com o empregado, enfim uma série de coisas que influenciam o estudo da pessoa que está à nossa frente e nos permite traçar um retrato psicológico que vai influenciar a nossa escolha.
Não consigo, nem devo, explicar como se chega à refeição mais importante do dia, mas posso adiantar-vos que é o topo da relação amoroso/gastronómica.Só se toma o pequeno-almoço com uma pessoa por quem nos sentimos atraídos, na manhã seguinte à subida de todos os outros degraus.
É claro que se pode inverter a piramide – na maior parte das vezes é assim que evolui:
– Este pequeno-almoço estava óptimo, jantamos logo à noite?!
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.
P.S: Tenham cuidado com o vinho do Porto não é um bom substituto do café tradicional!

Very Fashion indeed !!!

Não é fácil enfrentar os cânones e desafiar as tendências estéticas do séc.XXI. Vende-se uma imagem estereotipada de beleza que integra saúde e juventude – não exactamente por esta ordem - e é inevitável resistir-se ao apelo.
Não será extraordinário, assim, que até a miudagem sucumbam ao efeito "reciclagem" e se descartem do que a natureza lhes deu em prol de um reconhecimento social que lhes permita passear-se pelas praias e discotecas, assemelhar-se a modelos “ 247 “.
A ideia não é conviver, mas apenas ver e ser visto, uma espécie de bonecos animados, extremamente apelativos, que despertam o desejo e imitam a perfeição. A grande oportunidade de transformar esteticistas e cirurgiões plásticos em emissários da criação foi – a silicone! Pode ser usado nas mais bizarras aplicações: seios, glúteos, lábios, maçãs do rosto, ou mesmo nas anatomias não imediatamente visíveis. Mas o que é ainda mais extraordinário é podermos encontrá-lo nas grelhas metálicas de correcção odontológica, em pensos calo-amortecedores, micro palmilhas para sapatos de salto agulha, ou ainda nos tão milagrosos soutiens com bolsinhas do dito, ao que as menos abastadas de recursos anatómicos e/ou financeiros apelidam de "mamas de sair".
Divertido é desafiar os crédulos e incautos babadores compulsivos a testar a genuinidade das formas que pululam nos seus curtos horizontes, não pelo mero teste do toca-e-foge, mas quando, no lusco-fusco da privacidade da alcova....
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.
P.S: Sim! a Banda é de silicone! Vão mamar na 5ª!