quarta-feira, novembro 22, 2006
Cosmopolita
Este pequeno-almoço estava óptimo, jantamos logo à noite?!
Very Fashion indeed !!!
E as ovelhas?
Senão vejamos: Deus cria o Homem (entre outras coisas) e manda-o para o paraíso. Isto já de si é suspeito. Porque não o mandou para outro sítio qualquer? Porque não o mandou à merda? Nunca saberemos, mas o que é certo é que o Homem lá foi diligentemente para aquilo que Deus convencionou por paraíso. Na realidade era um pardieiro vazio, sem interesse nenhum e completamente despovoado. Não fossem umas arvorezinhas aqui e ali e assemelhar-se-ia ao Alentejo profundo.
Diz a história que Adão, farto de contar as árvores, que nem eram tantas como isso, meteu um requerimento a Deus para lhe arranjar companhia. Distraidamente Deus mandou-lhe uma ovelha e rapidamente descobriu o significado da contranatura. Decidiu então fazer um truque com uma costela de Adão, criando dali uma companheira para o entediado mamífero.
Chamou-lhe de Eva.Ainda hoje a ciência tenta perceber que conhecimentos de genética o gajo tinha para fazer um truque daqueles.A questão das roupas é insidiosa… se os gajos estão no paraíso porque diabo têm que usar parras a tapar-lhes a genitália? Armani e Prada seriam mais plausíveis, bolas! Afinal de contas que paraíso era aquele??Depois vem outra parte incongruente: aquela em que Deus, num lampejo de autoridade tipo «quem manda aqui sou eu e vou inventar uma merda para vos deixar a matutar» decide embirrar com as maçãs e proibir Adão e Eva de as comer.
Qual é o problema das laranjas? E das papaias? Porque não proibir as bananas? Ou toda a gama de frutos secos? É só incongruências…Chegamos então à parte da cobra que falava. Tudo bem. Mas a questão é que a cobra de Adão e Eva demonstra uma obsessão voyeurística qualquer por maçãs. Gosta de as ver serem comidas. Há gostos para tudo…Finalmente os gajos comem a maçã e Deus aparece para os expulsar do paraíso e não se fala mais nisso. Porquê? A história acaba aqui porquê? E a vida porca que eles levaram depois, com a obsessão insidiosa que Adão desenvolveu por ovelhas?
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.
Tax Free
Criar uma seita não é difícil, basta conhecer relativamente bem os papalvos que queremos evangelizar, adequando o discurso aos seus medos, às suas ansiedades e às suas necessidades. E depois é como fazer sabonetes – ou apostamos no básico e temos o sabão macaco que dá para tomar banho e lavar a roupa, ou vamos para uma coisinha mais sofisticada acrescentando aloevera ou ginseng que dão a ilusão que, para além de lavar, fazem mais qualquer coisinha.Uma condição sine qua non de qualquer seita bem sucedida é a figura do seu líder espiritual – mais uma vez recorro à analogia da loja de bairro e do hiper: quantos de vós conhecem pessoalmente o gerente do hipermercado onde fazem compras? E quantos conhecem o dono da vossa loja de bairro? O hipermercado passa muito bem obrigado sem que vocês lhe conheçam o gerente, a loja de bairro não. O dono da mercearia confunde-se com a mercearia, é a sua alma, tal como o líder espiritual de uma qualquer seita.
Por isso quando se limpa o sebo a um desses líderes (muitas vezes eles limpam o sebo a si próprios, fartos da fantochada que criaram) acaba a seita.
E depois temos os seguidores – uma seita com um líder espiritual e sem seguidores é um terrível aborrecimento (garanto-vos eu que sou o líder espiritual de uma seita alucinada, mas sem ninguém que me siga). Para se ser seguidor de uma seita não são necessárias grandes habilitações: basta querer acreditar em qualquer coisa. Convém ser uma coisa assim distante e inatingível tipo: estar à espera das naves venusianas que vêm buscar todos aqueles que acreditam; ou esperar pelo Cometa para lhe saltar para a sua cauda e zarpar rumo à outra ponta da galáxia...
Uma coisa que contribui para criar um espírito de corpo numa seita é o vestuário: pode ser mais ou menos elaborado dependendo do grau de loucura dos participantes, mas convém que seja uniforme – tudo de tanga laranja e capuz negro por exemplo; ou vestes compridas mais clássicas com padrões estranhos. O que interessa mesmo é que todos se vistam de igual, tipo salesianos ou planalto.
Finalmente, a parte mais importante das seitas: o financiamento. Uma seita que não tenha apoios financeiros não é uma seita, é um grupo de escuteiros com distúrbios de personalidade (um silogismo, portanto). O apoio financeiro de uma seita não é pêra doce, e depende do grau de exigência do seu líder espiritual. Normalmente o jacto particular e o Ferrari fazem parte do cerimonial…
Neste aspecto as seitas aprenderam com a secular experiência da Igreja Cristã, hoje muito mais discreta mas igualmente eficaz na arte de sacar o seu indiscriminadamente, sem recibos ou quaisquer deduções à colecta.
Para todos os que acham que o seu trabalho já não tem futuro, sugiro uma pequena reengenharia na actividade profissional: façam a vossa seita. Tax Free.
Sempre convosco,
Cabrão de Nafarros, Mestre.
terça-feira, novembro 21, 2006
Ode ao simples facto de haver quem ode
Li o artigo do meu irmão da Boina intitulado “Ode à família sportinguista”. Li e fiquei contente, o odar dele tem graça…
Seria fácil fazer um link para o youtube respondendo… não o farei. Deixo-te apenas a interrogração:
Quando o Sporting recebeu o CSKA para a Taça UEFA, num jogo cujo resultado agora não me oda, no final cantava-se em redor do Estádio Alvalada XXI: SLB SLB filhos da puta SLB….
Porque será?
Será também isso uma Ode?
Será que é essa a forma de Odar das famílias bem do SCP?
Ou será um sintoma de pequenês?
Ou como os americanos dizem: serão peanuts?
Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre
segunda-feira, novembro 20, 2006
Ode à Família Sportinguista
Exemplo Portista....
conclusão: abençoada seja a família Sportinguista
PS: e o benfica lá ganhou outra vez.. o que vale é que a Victória está vacinada.. contra a gripe das aves.. da derrota não se livra..
lol..
Saudações Leoninas
MCD Boina
terça-feira, novembro 14, 2006
Saricotalho Bacalhau Azeite e Alho – A mini série de um episódio!
- O José António (Zétó)
- O António José (Tózé)
- A Maria José (Marizé)
Vivem uma série de desventuras enquanto procuram ser alguém na vida. Gostam uns dos outros e brincam pouco até ao dia em que o Zétó, o Tózé e a Marizé se apaixonam pela mesma mulher.
No fim nada de especial se passa. Chegam a acordo e fazem turnos.
FIM
Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre
PS: É curta. Era mesmo só para fazer a brincadeira com os nomes. Obrigado!
Bandolero – Episódio 6 e último da Série 1 – O Grande Final
A família fica feliz.
Ricardo aceita a madrasta.
Fim
O final da novela gera protestos em todo o mundo. Por um lado desilude, por outro vários grupos defendem que esta viragem na opção sexual de Ricardo foi imposta pela igreja católica, antiga dona do canal do Sr.
Aguardemos
Veja o episódio anterior em:
http://irmandadedoscabroes.blogspot.com/2006/09/bandolero-episdio-5-da-srie-1-viagem.html#comments
Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre
quarta-feira, novembro 08, 2006
Que idade tens?
É uma chatice do caraças quando a água sobe e nos entra pelas casas. Aliás, mais chato acho que só alguém cantar por mim.
O pior é que o chão normalmente levanta passado um ano, que é justamente quando a malta pensa: “finalmente acabei de arranjar a casa desde a cheia do ano passado”. Ao menos os móveis de madeira têm mais honestidade – apodrecem quase imediatamente, então se forem daqueles de madeira prensada… meu amigo!
E depois normalmente, sobretudo nas casas mais baixas, entra muita lama. Eu imagino o trabalho que dá, se limpar Alfama nos santos foi o eu foi…
Tem também coisas boas, ficamos a gostar do vizinho estúpido do 1º andar porque ele nos ajuda a despejar uns baldes de água e, melhor que tudo, deixamos de gostar dele novamente na semana a seguir – é só ele tomar um duche de 1h às 2am…
Mas o melhor de tudo é que nas cheias conhecemos pessoalmente o Presidente da Junta, o Presidente da Câmara, o Governador Civil e, com sorte ou azar, dependendo do ponto de vista, um Ministro ou mesmo o Presidente. Até é bom, para quem não pode ir visitar o Palácio de Belém no 5 de Outubro.
De qualquer forma, nem Alfama não há cheias, nem as tem havido cheias, pelo menos até ver.
Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre
PS: Apeteceu-me escrever assim…
terça-feira, novembro 07, 2006
Um sofá para dois.. uma lágrima seca no teu olhar
Estou tão cansado de estar aqui
Reprimido por todos os meus medos infantis
E se tiveres que partir
Eu desejo que vás
Porque a tua presença ainda persiste aqui
E isso não vai me deixar sozinho
Estas feridas parecem não cicatrizar
Esta dor que é demasiado real
muita coisa que o tempo não pode apagar
Se chorasses eu iria colher todas as lágrimas
Se gritasses eu iria lutar contra todos os teus medos
Iria segurar na tua mão durante todos esses anos
Mas tu ainda tens
Tudo de mim..
tu costumavas cativar-me
Com tua vida ressonante
Agora eu estou destinado à vida que deixaste para trás
O teu rosto frequenta
Os meus sonhos alegres
A tua voz persegue
Toda a sanidade em mim
Estas feridas parecem não cicatrizar
Esta dor que é demasiado real
muita coisa que o tempo não pode apagar
[]
Tenho tentado dizer a mim próprio que partiste
Mas penso que ainda estás comigo
Tenho estado sozinho todo esse tempo
[]
uma manta..
um abraço..
um beijinho..
10000 milhas marítimas.. 400km.. distâncias que não conseguem assustar..
Saudações
MCDB
sábado, novembro 04, 2006
Crónicas da Chungaria de Alvalade - Parte I
Estamos em 1990. E ouve-se Nirvana.. nas capas dos putos, ACDC e Metallica, obviamente résteas de Iron Maiden..
Nesta altura.. em que sujeitos Chungas como o Pina, o Patrick, e o Xirifau Maluco.. (lol), hoje provavelmente todos a cumprir a 3ª sentrença por agressão, assalto à mão armada, furtos diversos, tráfico de estupfacientes... whatever.. se debatiam com episódios de verdadeira índole tribal..
Passo a explicar.
Bairro das Murtas vs. S. João de Brito:
sextas ferias à noite.. nesta altura ainda não dava o chuva de estrelas.. mas sim a Roda da Sorte antes do telejornal do canal 1.. ainda só havia 2 canais.. mas havia quem tivesse parabólicas com os Satelites Astra e visse a MTVamericana.... uauuuu..
adiante.
em frente à escola sec. Padre António Vieira, encontravam-se os rivais.. tribais.. grupos de 20 contra vinte.. vejam lá o ridículo... combinavam sítio e td para andarem à porrada.. é lindo.. e até permite fazer analogia com um pouco das histórias ridículas da guerra do raúl solnado.. porém estes não brincavam..
haveria um ritual em q um dos chefes da tribo iria cuspir para o chão e o outro rival pisar o cuspo em sinal de início de confrontos.. lol
depois era pedradas, paus, murros e polícia/hospitais.
Do outro lado andávamos nós..
putos de 13 anos com medo de ir para casa a pé.. de Inverno às 18.45h é de noite. e nós sabíamos que os dias de mais assaltos era quando chovia.. pela única e simples razão q os chungas também saberíam que não haveria polícia à chuva.. e de facto n havia.. tb n havia projectos de Escola Segura da PSP.. por outro lado a PSP ainda batia nas mulheres da Marinha Grande e nos putos de 18 anos que gritavam contra a PGA (consultar diário de notícias).
mas adiante, lá iríamos nós com medo.. ao passar por um grupo chunga a malta não fugia logo. normalmente era só quando se ouvia a palavra "Sócio".. ou "chaval orienta aí uns trocos".. ou ainda "gringo orienta aí as horas".. e depois em regra geral era tudo a correr... quando eu digo tudo era:
- par de calças uniforme (11cts)
- botas reebok pump (14cts)
- camisa energie (7cts)
- blusão duffy azul (25cts)
- Swatch (6cts)
- walkman sony com rádio digital (último grito)
- cassete BASF com o "use your ilusion 1 e 2"
enfim....
nostalgias da vida de putos que chegaríam a casa, e antes dos TPC's provavelmente iríam jogar o NBA, o Rick Dangerous 2, Prince of persia, Italia 90.. em disketes de baixa densidade e em AMSTRAD's de 20MB memória..
Saudações Trovadorescas
Cabrão da Boina
Mestre
sexta-feira, novembro 03, 2006
Jamé Salomé
estou a pensar ir a Roma passar um fds, deixar uma moeda na fonte de trevi e uma oração no túmulo de uma pessoa na entidade de Santidade, que me diz muito.
Alguém quer vir comigo?
Eu Vou na mesma..
Só para saberem!
Saudações Trovadorescas
Cabrão da Boina
Mestre
A poesia dispensa rimas
"
A lentidão aparente é o disfarce
de quem leva a velociadade
escondida na inteligência:
o estilo descontraído
de quem parece estar
com a cabeça noutro lugar
é uma mentira do corpo
em que não devemos acreditar.
"
Sr. Rui Dias sobre Helder Postiga
Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre