sábado, agosto 19, 2006

Dedicado ao Mestre Cabrão Italiano e quem quer que seja que o faz feliz

PS: achei legítimo dedicar-lhe isto.. uma vez que somos manos, e que temos de ouvir essa música dezenas de vezes por dia a tocar no teu telemóvel...

sexta-feira, agosto 11, 2006

Bandolero – Episódio 4 da série 1 – “Juan, Lollita e Ricardo na estação de serviço"



Juan, Lollita e Ricardo seguiam no seu carro em direcção a San Lorenzo do Bien Apareciedo e Afiortunado do Sul. Apanham a auto-estrada do sul e param na primeira bomba.

Ricardo dirige-se à bomba para abastecer. Ricardo olha para o carro e pensa:
“Quien mi diera ser el coche...”

Juan termina de abastecer e Ricardo, com uma lágrima no canto do olho, acompanha-o ao café.

No café Juan pede uma caneca de cerveja e Ricardo diz ao empregado:

“Triaga-me lo qui for, desde que seja com um chapelito no copo.”

Juan baixa a cabeça.

Veja o episódio anterior em:
http://irmandadedoscabroes.blogspot.com/2006/07/bandolero-episdio-3-da-srie-1-juan-e-o.html#comments

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

Nota: A piada da bebida com chapeu não é original. Quem descobrir em que série de televisão me inspirei tem direito a Alfama por uma semana (Sem recheio vivo)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Decorem

Após vários comentários a pedirem que publicassemos a letra desta famosissima musica...


Eeeeh abelha Maia
Cuidado, sou o Calimero
Eeeeh abelha Maia
Cuidado, sou o Calimero

E o meu nome é Calimero
Gosto muito da abelha Maia
E tudo o que eu quero
É ripar-lhe da saia

Olá abelha Maia
Eu sou o Calimero
Vê se ripas da saia
E me dás tudo o que eu quero

Lá num país cheio de cor
Nasceu um dia uma abelha
Bem conhecida pela amizade
Pela alegria e pela vontade

E esta abelha é a nossa abelha Maia
Bela e doce abelha Maia
Maia voa sem parar
No seu mundo sem maldade

Então:

O Calimer foi à cona à abelha Maia
Veio-se esporrou-se sujou-lhe a saia
Maia puta do caralho
Fode Fode sem parar

Entretanto, fartando-se um bocadinho da coninha vira-a ao contrário e vai

Po cu po cu po cu
E é po cu po cu po cu
E é po cu po cu po cu
E é po cu po cu po cu

Porque o Calimero foi à cona à abelha Maia
Veio-se esporrou-se sujou-lhe a saia
Maia puta do caralho
Fode fode sem parar

Saudações
Cabrão D´Alfama
MEstre

terça-feira, julho 25, 2006

segunda-feira, julho 24, 2006

Uma Lágrima no Canto do Olho - Episódio 1: Luis e o seu sonho

Fazia uma aragem quente e húmida naquela aldeia adormecida.. a ligeira brisa levantava a terra vermelha de encontro as paredes feitas de adobos secos ao sol, e Luís dormia naquele silêncio..
Dentro da limousine havia de tudo.. bebidas, snacks, Plasmas, Neons, um Hi-Fi a jorrar música Guineense, e bem no meio do banco de trás ele.. o grande Luís coberto de pulseiras e fios de ouro, o seu Frank Moler dava duas da manhã, e de cada lado tinha 2 americanas em bikini e salto alto a despejar-lhe champagne pela boa e peito abaixo.. e a dar-lhe chupões e mordidelas nas orelhas..
De súbito.. Luís acorda..
Os galos cantam e são 06.00 da manhã. Luís retira do armário um pão feito no dia anterior e vai ao quintal buscar leite das cabras que a mãe cria.
Prepara-se para sair depois de lavar a cara no balde do poço.
É mais um dia que começa na fábrica..

quarta-feira, julho 19, 2006

Uma Lágrima no canto do olho - A SUA NOVA SÉRIE

a história de Luís Balacumba.. um guineense que parte para os estados unidos em busca do sonho americano.. luis vivia a fazer cozer ténis de basket Norte-Americanos a 15cêntimos o dia.. trabalhava dizia ele para uma reportagem da bbc, para ajudar os pais..

o pai jabasulide Balacumba era um bêbado..

a mãe Quitéria Balacumba lavava roupa de manhã no curso de água poluído do bairro da mancha preta na orla dos arredores de Cóhvaeme.. uma aldeia sem saneamento básico e com muitas moscas..

brevemente..

Alteração ao código da estrada

Eu bem sei que o mundo inteiro está programado da mesma forma:
- Verde para avançar;
- Amarelo para ter cuidado e
- Vermelho para parar.

A única coisa que peço é uma zona do país, nem que seja um concelho ou um distrito, em que se inverta esta lógica redutora e aniquilante.

O que eu quero é exista um local, nem que seja um parque fechado, onde aqueles pobres de espírito como eu possam investir no vermelho.

A sério, gosto mesmo quando há um sinal vermelho e posso investir. Sei lá, faz-me sentir mais Cabrão!

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

sexta-feira, julho 14, 2006

Bandolero – Episódio 3 da série 1 – “Juan e o diário de Ricardo”

Juan, Lolita, Ricardo e sua mala de rodinhas aproximam-se do coche para irem para San Lorenzo do Bien Apareciedo e Afiortunado do Sul, terra natal de Ricardo e morada actual da família.

Ao chegar ao carro Ricardo arruma a mala no porta bagagens. Pede um pouco de tempo ao pai para se dirigir à casa de banho e afasta-se.

Juan apercebe-se que havia caído um pequeno livro de uma bola aberta da mala com rodinhas e não resiste... abre e lê. Era o diário de Ricardo.
O diário estava aberto numa página com um marcador. Era um marcador de cartão com a seguinte inscrição: “O amor é lindo quando o tens pelas costas”.

Juan começa a ler:

“Peruggia, 25 de Junio de 2005

Estoy deprimiedo. A vida não priesta, o sy priesta es para los coches. Los coches tienen una vida sianta. Todos se miontan neles. Quando pieden lhes ponen la agulheta e deitam liquido. Yo queria ser un coche.

Ahora tengo de mi dispidier. Voy al pedicure.


Lollita avisa Juan da proximidade de Ricardo e ambos entram no carro.

Ricardo aproxima-se e diz ao pai para seguir viagem.

Leia o episódio anterior em:

http://irmandadedoscabroes.blogspot.com/2006/06/bandolero-episdio-2-da-srie-1-ricardo.html#comments

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

quinta-feira, julho 13, 2006

Pequena homenagem.. quer dizer, singela! Pequena já fiz uma...

Aqui deixo uma pequena homenagem à criatividade comunidade blogueira na escolha dos nomes dos blogs...

De aparente simplicidade:

Só queria um esbocinho
Quem tramou a Laury?
Era um kinder bueno se faz favor
Os novelos também contam histórias
Vai uma bica?


De alguma inspiração:

Se esta noite formos vento
Sopros de improviso
Sou um ser descartável


De objectos e assim:

Bolas de sabão invisíveis
Broa quente com manteiga
Ervilha cor-de-rosa
O sofá verde

E por fim:
Alquimia submersa

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

terça-feira, julho 04, 2006

Correio dos espectadores

Aqui se partilham várias opiniões que temos recebido após a emissão dos dois primeiros episódios:

“Força lolita. Esse Ricardo não merece o teu empenho. Quando eles chegar a casa faz um novo doce mas põem cianeto!
Maria Ferreira
Reformada, Lisboa, 68 anos”

“O Juan mostrou que é o verdadeiro macho latino. Deserda esse paneleiro.
Alves Peixoto
Mucânico, Freixieiro, 40 anos”

“Mas porque é que vocês são todos uns homofóbicos de primeira???? O Ricardo é sensível, será que sabem o que isso é?
Lidia Sveinstein (nome artístico)
Trasvesti, Bragança e Fortaleza, 23 anos, desloco-me a todos o país e às américas. Sou meiga e carinhosa. Tel: +351 91 4391680.”

Saudações
Cabrão D´Alfama

Mestre

Desejo sincero

Todos sabem que não sou um apoiante ferveroso da selecção. Todos sabem também o porquê. De qualquer forma, este desejo que aqui formula tem outra razão de ser...

Gostava muito de ver uma final do Campeonato do Mundo entre a França e a Alemanha. Porquê?

Portgual defrontava a Itália para o 3º e assim tinhamos hipótese de uns certos 2/3 de pessoa virem embora sem uma medalhita sequer...

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

segunda-feira, julho 03, 2006

a noite é nossa.. estou tão só

sei que estás atrasada,
que estás tão cansada
sei que os seus planos não me incluem,
ainda aqui estamos,
ambos sozinhos
procurando um abrigo, de tudo aquilo que vemos
porque nos havemos de precocupar,
ninguém quer saber, menina
repara nas estrelas agora, estão tão longe
temos a noite de hoje,
quem precisa do amanhã?
a noite de hoje é nossa,
porque não ficas?

bem fundo na minha alma,
sinto-me tão só
todos os meus sonhos, a desaparecer
tudo o que sempre esperei
como todos o fazem
sei que continuarei a tentar,
mesmo depois de hoje..

aí está menina,
temos tudo agora,
e aqui estamos os dois
o que dizes?
temos a noite de hoje,
quem precisa de amanhã?
a noite de hoje é nossa,
porque não ficamos?

sei que é tarde, e que estás cansada,
sei que os teus planos não me incluem,
ainda aqui estamos os dois,
os dois sós..
vamos fazer prolongar
vamos encontrar a solução
apaga a luz
dá-me a mão..

dedicado aos que acreditam.. no amor haver a solução..
Kenny Rogers & Sheena Easton - We've got tonight

quarta-feira, junho 21, 2006

Antevisão do Portugal-México

Ao ver as imagens dos adeptos do México agradou-me bastante o aspecto das mexicanas. Pareceu-me assim uma espécie de nordestinas sem bigode e sem sotaque.

Talvez não se perceba bem a piada. Admito que é mais para aqueles que também entendem que, apesar das semelhanças, há uma diferença enorme entre a Rita, a Ritinha e a Vizinha do 2º Esq.

É verdade, hoje voltaram a enviar-me a mensagem: “Sem brasileiros e madeirenses vai ser um bocado seca...”

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre

terça-feira, junho 20, 2006

O poder autárquico que merecemos

Segundo o Diário Económico de hoje, o número de funcionários das Autarquias cresceu 51% desde 1999, passando de cerca de 83.000 para 1250.000.

No contexto de crise que o país atravessa incumbi-me da tarefa de encontrar explicações para esta febre contratante. O mais engraçado é que encontrei.

O que eu penso é que os 42.000 funcionários são necessários para:

- Limpar as peças pequenas dos computadores que entretanto desempenham as suas funções - 35.000;
- Suprimir as folgas dos funcionários que limpam os computadores – 10.000;
- Técnicos de logística de distribuição intercamarária de peças de computadores – 5.000;
- Familiares de presidentes – 2.000.

A soma dá propositadamente 52.000 porque admito que há aqueles que ainda não vêm na estatística...

Saudações
Cabrão D´Alfama

Mestre

segunda-feira, junho 19, 2006

Bandolero – Episódio 2 da série 1 – “Ricardo e sua mala reencontram Juan e Lolita”

Juan e Lolita encontravam-se no aeroporto de Caracas à largas horas esperando Ricardo. Lolita, nervosa com o reencontro, nem sequer tinha comido e desesperava pois tinha feito uma porção do doce preferido de Ricardo.

Tratava-se de um doce de mel, natas e amora silvestre e Lolita sabia bem que Ricardo só o comia praticamente acabado de fazer.

É então que Lolita e Juan, no meio da multidão que esperava à saída das chegadas (saída das chegadas pareceu-me muito bem) avistam Ricardo. Lolita acotovela Juan e exclama:

Lolita: Juan Juan mira mira!
Juan: Que puta. Calçanita branca. Que puta! Mas que tá dançado lo parvo!

Ricardo seu jeito oscilante de andar, num misto de bailarina de dança do ventre com Eládio Clímaco. Acerca-se dos pais e diz:

Ricardo: Menos mal, piensiava que tenia de esperar por voz-outros.
Lolita: Hirro, mi abricia!
Ricardo: Voi cumprimentar a mi padre. Tu a mi não es nada!

Lolita sai direita ao parque de estacionamento carregando a dor do momento, a mala de rodas que Ricardo lhe dera para carregar e o doce que este se recusara a comer por ter sido feito à muito tempo.

Ricardo: Padre, ai chumbado a “Dialectos e Grunhidos do Corno de África – Sec. II a Séc III”.
Juan: Ahora te viestes daquilo que és?

E abraçam-se.

Veja ou leia o episódio anterior em:
http://irmandadedoscabroes.blogspot.com/2006/06/bandolero-episdio-1-da-srie-1-ricardo.html

Saudações
Cabrão D´Alfama
Mestre